Sexta-feira, Julho 28
Terça-feira, Maio 16
Não subiu!
Quinta-feira, Maio 4
Dois em um!
Quinta-feira, Abril 27
Missão Patriótica 3: nunca se mentiu tanto na história deste país!!!
Missão Patriótica 2 : ainda há esperança ( e ela não é vermelha)
Hoje foi dia de posse da Ministra Ellen Gracie na Presidência do Supremo Tribunal Federal. Roberto Busato, presidente da OAB, não deixou pedra sob pedra.
Abaixo, os principais trechos do seu discurso:
"Registro, no entanto, que felizmente há homens de bem na vida pública, empenhados em reagir com destemor a esse processo de corrosão das instituições, resistindo a pressões e cumprindo seu dever, indiferentes a ameaças ou a quaisquer outros tipos de acenos e agravos. São cultores da Verdade, servidores públicos na plena acepção do termo.
Cito, a propósito, o orador que me antecedeu, o eminente procurador-geral da República, dr. Antonio Fernando de Souza, cuja recente denúncia a esta Corte, a respeito da crise política que há quase um ano se abateu sobre o país, fez com que a sociedade brasileira voltasse a nutrir esperanças em seus homens públicos.
(...)
A absolvição pelo plenário da Câmara dos Deputados de parlamentares condenados por corrupção pelo Conselho de Ética da própria Câmara soa à população brasileira como desprezo, escárnio à Justiça. A pergunta que ecoa da voz das ruas é uma só: perdemos a compostura? Justiça não depende apenas do Poder Judiciário. É tarefa dos três Poderes e da cidadania ativa e organizada.
(...)
Sr. Presidente da República, sra. Presidente desta Corte, srs. Ministros,
Há pouco, a propósito da denúncia do procurador-geral da República a esta Corte, insinuou-se na mídia que nós, os advogados, seríamos instrumentos procrastinadores da Justiça. Que funcionaríamos como freios na tramitação dos processos do Mensalão.
Repelimos com veemência essa pecha, que revela preconceito contra o advogado, má fé e desconhecimento dos fatos."
Quarta-feira, Abril 26
Foco errado: um pouco de educação.
Dia desses o Cléber defendeu a importância da educação de qualidade para que o povo (ente abstrato que serve para justificar um monte de bandalheira) aprenda a votar! Não me lembro exatamente dos termos, mas a idéia principal era esta. Concordo e discordo.
Então vamos lá.
Concordo
A cantilena de que a salvação do país passa obrigatoriamente pelos bancos escolares já domina o , ... como poderia dizer? senso-comum. E isso é bom. No entanto, não deixa de ser apenas isto: cantilena. Cantiga suave e monótona. O que é péssimo! Para um problema complexo, uma solução simples... e errada. Do alto de meu conhecimento estimulo o debate.
***
O primeiro passo para que a educação seja levada a sério, é que torne efetivamente uma política pública. Que fique protegida de governos destrambelhados e sem idéias (ou, pelo contrário, com idéias demais). Investimento maciço na formação dos professores, implementação de gestão moderna evitando o desperdício de recursos, qualificação de quadro administrativo, criação da carreira de diretor (esta idéia é minha, pauta de um futuro projeto de mestrado, qualquer dia explico mais), piso de R$ 1.000,00. Explico: tem cidades em que professores trabalham 40 horas semanais e recebem um salário mínimo. Não é exagero, não é falácia. (tema para outro post sobre diferenças regionais). E o quê mais? Agora os sindicalistas vão chiar: avaliação na ponta do processo. Sem essa de que não tem como avaliar a educação: tem sim! Os sindicatos que não permitem, não toleram, adoram péssimos profissionais. (Querem exemplos? tragam a cerveja que conto aqui em casa, não fica bem citar nomes na rede, posso ser processado por calúnia e difamação). Ah, quando falo de educação refiro-me à Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). Depois disso cada um que se vire. Defendo a privatização urgente das universidades públicas. Nossas universidades são caras, elitistas e não são produtivas. Ah, tem jovens carentes? Tem sim: nos cursos de Licenciatura e de Filosofia. Mostre-me algum nos cursos de Medicina, Engenharias, Direito e coisas afins.
Estou escrevendo tudo isso depois de ver um grupo de baderneiros no Jornal Nacional. Sem essa, baderneiros sim senhor. Anti-democráticos. Permito-me o preconceito: eleitores do Inácio. Conto tudo rapidinho. O palco: debate sobre a questão de cotas nas universidades públicas na Câmara dos Deputados. Debatedores: oito defensores das cotas e três opositores (entre eles Demétrio Magnoli, craque da Geografia). A platéia: quando um defensor falava, a platéia urrava, como em um estádio de futebol. Quando um opositor pegava no microfone, entravam em ação apitos, pandeiros, ficavam de costas, rolavam no chão. Isso é que é ser democrata. Universidade não deve ser tribunal. Estão criando um problema que não existe: o problema é de pobreza. Ah, esses caras tem que ler Gilberto Freire.
Discordo
Só pra finalizar: sabem por que investimento em educação não é garantia de saber votar? Alguém acha que votar em Bush II é saber votar?
Segunda-feira, Abril 24
Um pouco de ficção e outro tanto de realidade: parabéns Brasília!

Logo pela manhã “Suíte Brasília” (uma boa maneira de começar o dia). Em
seguida, ir ao lava-jato dar um trato no carro, enquanto espero, sinuca,
cerveja e torresmo. Preparando o estômago para o cardápio tradicional dos
feriados prolongados: churrasco é claro. Limpeza feita, barriga cheia,
próximo passo: Parque da Cidade rever os amigos. Passando pela Plataforma
Inferior no sentido da Torre, encontro um hippie perdido. Tenho certeza que
o conheço! Mas, ... como pude esquecer! É o Renato, não, não é o Russo! E a
“menina do Gama?”, pergunto de primeira. “Tá em outra”, me responde
melancólico e desgostoso. “Comprei todas as flores do cerrado e nada!”. –
“Pois é, tenta outra, não desiste não”. Chegando ao destino, encontro todo
mundo, “Eduardo e Mônica” (já com os filhos na faculdade), “Léo e Bia”
(separaram, voltaram,separaram de novo, estão em lua-de-mel, novamente), e
“Cássia e Zélia” (casal diferente e cheio de estilo: tempos modernos).
Caminhando um pouco mais, me deparei com lindos coqueirais (ops, falha
nossa), parada obrigatória no Alpinus para chopp em dose dupla e a R$ 1,99.
A noite já vai chegando, hora de ir embora. Antes, o agradecimento pra Nossa
Senhora do Cerrado, Protetora dos Pedestres, por nunca ter sido atropelado
nas incontáveis, e perigosas, travessias do Eixão (nos longínquos anos de
Aliança Francesa).
P.S. Devido a problemas técnicos não tive como postar na data certa.
Quinta-feira, Abril 20
Utilidade Pública: assisti os novos programas do SBT.

Sempre gostei de Sílvio Santos: de longe o melhor vendedor do país. Além disso, a capacidade que ele tem de infernizar a Rede Globo me diverte. Acho que diverte muita gente, mas nem todos tem coragem de assumir. Quem se lembra da primeira Casa do Artista (aquela do Frota, Supla e companhia), plágio deslavado do Big Brother (a Globo comeu bola ou levou pança, tanto faz); ou daquela entrevista, em que declarava estar doente ("tenho pouco tempo") e queria vender o SBT? Tacada de mestre!!! Mas o assunto é outro.
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A questão aqui é de utilidade pública (vocês não precisarão mudar de canal, nem deixar de ler Machado de Assis, muito menos largar os estudos). Fiéis leitores, eu já fiz isso prá vocês!!! Assisti os novos programas do SBT e passo a ficha de uma
das coisas mais absurdas que já vi: “Rei Majestade”.***
A idéia até que é boa: resgatar do ostracismo artistas que já fizeram algum sucesso. Em cada programa cinco cantores cantam duas músicas. Na primeira parte seus clássicos, em seguida uma música nova. Bom, nova é jeito de falar. Nesta segunda, Eduardo Araújo cantou “Pode vir quente que estou fervendo”. Nova? Vai entender. É lamentável ver alguns artistas legais se humilhando, tentando ocupar um espaço que já não é mais o deles. E a platéia? Um festival de horrores. Parece coisa do Club Anti-Social. Pra completar, durante as apresentações uns dançarinos decoram a moldura de 21 polegadas. Horrendo, absurdo, surreal. E a recompensa de tudo isso? Sílvio Santos, que não é bobo nem nada, conta com a contribuição de suas colegas de trabalho para dar o troféu de prata. Uma coroa em miniatura (Semana passada o Sandro Becker venceu com 65% dos votos, rolou no palco e agradeceu a Deus. Eu não sabia se ria ou se chorava. Quem chorou mesmo foi Geise, que estava torcendo para as Irmãs Galvão). O programa conta também com a ajuda da internet: em votação pela rede, o campeão de votos da semana não leva o troféu, em compensação classifica-se para a Semifinal e tem a possibilidade de participar do “CD do SBT”.

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P.S.1) No domingão à noite tem o Campeonato Mundial de Pôquer: boa sorte pra quem quiser se arriscar.


